20.7.17

BASES DE APOIO TÉCNICO PARA O SERVIÇO SOCIAL NA FUNDAÇÃO CASA

https://www.pdf.investintech.com/preview/d3d5a280-6d7d-11e7-922a-002590d31986/index.html
 seguindo estes documentos, os assistentes sociais e psicólogos têm o embasamento padronizado pela instituição, a fim de propiciar o atendimento com foco na garantia de direitos dos adolescentes que estão sob nossa responsabilidade.  
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Fonte: Google

17.7.17

Nova Zelândia -Governo se move para reprimir a assistentes sociais não registradas


Ministro Desenvolvimento Social Anne Tolley anunciou planos de exigir que todos os assistentes sociais para registrar com o organismo profissional, em uma tentativa de regular melhor aqueles que trabalham com famílias mais vulneráveis ​​da Nova Zelândia.

Cerca de 2000 assistentes sociais não registradas que operam na Nova Zelândia serão feitos para registrar, em uma tentativa de apertar as regras em torno de quem é qualificado para ajudar o país mais vulnerável. O Governo está a mover-se para reprimir a uma pequena secção da indústria que foram chamando a si mesmos assistentes sociais, sem os mesmos níveis de qualificações. O movimento era esperado para eliminar cerca de 600 pessoas que teriam de levantar seu nível de qualificação, ou deixar de praticar.  Ministro do Desenvolvimento Social e Ministro da Infância Anne Tolley disse assistentes sociais desempenhou um "papel crucial no apoio aos nossos mais vulneráveis ​​neozelandeses".
"Eles estão cada vez mais lidar com crianças, jovens, adultos e famílias com necessidades elevadas complexos. 

" O registo obrigatório vai ajudar a garantir que todos os trabalhadores sociais estão bem equipados para lidar com os nossos neozelandeses mais vulneráveis, e que eles se concentrar mais na intervenção precoce e reduzir os danos evitáveis "disse ela. Todos os assistentes sociais teria de cumprir as normas adequadas e realizar em curso de desenvolvimento profissional como parte da renovação do seu certificado praticando anual. 

" isso também significa que todos os trabalhadores sociais são responsáveis por sua prática. Haverá processos em andamento para resolver quaisquer preocupações sobre a prática do trabalho social e quaisquer assistentes sociais que têm sua inscrição cancelada não será capaz de praticar novamente ". O Governo estima cerca de 2000 assistentes sociais não estavam registrados - deste grupo era esperado de 60 por cento (1200) poderia registrar usando suas qualificações, e outro 300 seria capaz de registrar usando sua experiência de trabalho. No entanto, no último censo até 18.000 pessoas identificaram-se como assistentes sociais. Uma análise desse grupo pelo conselho de inscrição encontrada apenas 6132 pessoas preencheram os critérios mínimos para o registo. 


Legislação era esperado para ser introduzido no Parlamento cresceu em agosto.

A legislação que restringe o uso do assistente social prazo para aqueles que provaram que têm as qualificações necessárias, habilidades e experiência. Haveria também mudanças para simplificar o processo de registo.A maioria das mudanças serão implementadas dentro de dois anos, para permitir um período de transição para os trabalhadores sociais que trabalhou para ONGs menores. Segue-se mais de um ano de consultas com o setor sobre o que as mudanças podem significar para os custos e os aspectos práticos da inscrição.


Associação de Trabalhadores Sociais NZ presidente-executivo Lucy Sandford-Reed disse que era um anúncio bem-vindo. 
"Nós temos visto ao longo dos anos um número de pessoas perante os tribunais para algumas coisas muito horríveis, afirmando ser um assistente social, quando eles não são claramente um membro da nossa, eles não estão no registo, não são qualificado. 
"Ele só desacredita a profissão e, potencialmente, pode causar danos significativos, se eles estão intervindo em famílias quando eles não têm a habilidade-base e a fazê-lo com base em conhecimento." 
registo obrigatório reconheceria assistentes sociais eram profissionais qualificados, que realizaram um curso de quatro anos e desenvolvimento profissional contínuo. 
"Sabemos que 500 dos nossos membros poderia registrar amanhã - eles têm as qualificações, eles só para todos os tipos de razões não têm.
"Temos um número muito pequeno - cerca de cinco por cento - que não têm qualificações reconhecidas e, provavelmente, não será elegível para registrar sob a seção 13, onde a sua profundidade e amplitude de experiência equivale ao conhecimento que você teria ganho com um grau."
A transição para o registo obrigatório também faria o custo de registo mais barato, por cerca de 40 a 50 por cento. 

16.7.17

A Reforma Trabalhista foi sancionada (13/7). Confira o que pode mudar para você, trabalhador:


Como era:
Quando o trabalhador pede demissão ou é demitido por justa causa, ele não tem direito à multa de 40% sobre o saldo do FGTS nem à retirada do fundo. Em relação ao aviso prévio, a empresa pode avisar o trabalhador sobre a demissão com 30 dias de antecedência ou pagar o salário referente ao mês sem que o funcionário precise trabalhar.

Como ficou:
O contrato de trabalho poderá ser extinto de comum acordo, com pagamento de metade do aviso prévio e metade da multa de 40% sobre o saldo do FGTS. O empregado poderá ainda movimentar até 80% do valor depositado pela empresa na conta do FGTS, mas não terá direito ao seguro-desemprego.

Reforma trabalhista – Contribuição Sindical

Como era
A contribuição é obrigatória. O pagamento é feito uma vez ao ano, por meio do desconto equivalente a um dia de salário do trabalhador.

Como ficou
A contribuição sindical será opcional.


Reforma trabalhista – Banco de horas

Como era

O excesso de horas em um dia de trabalho pode ser compensado em outro dia, desde que não exceda, no período máximo de um ano, à soma das jornadas semanais de trabalho previstas. Há também um limite de 10 horas diárias.

Como ficou
O banco de horas pode ser pactuado por acordo individual escrito, desde que a compensação se realize no mesmo mês.


Reforma trabalhista – Férias

Como era

As férias de 30 dias podem ser fracionadas em até dois períodos, sendo que um deles não pode ser inferior a 10 dias. Há possibilidade de 1/3 do período ser pago em forma de abono.

Como ficou

As férias poderão ser fracionadas em até três períodos, mediante negociação, contanto que um dos períodos seja de pelo menos 15 dias corridos.


Como era:
O trabalhador que exerce a jornada padrão de 8 horas diárias tem direito a no mínimo uma hora e a no máximo duas horas de intervalo para repouso ou alimentação.

Como ficou:
O intervalo dentro da jornada de trabalho poderá ser negociado, desde que tenha pelo menos 30 minutos. Além disso, se o empregador não conceder intervalo mínimo para almoço ou concedê-lo parcialmente, a indenização será de 50% do valor da hora normal de trabalho apenas sobre o tempo não concedido em vez de todo o tempo de intervalo devido.


Poderá ser negociado: 
- jornada de trabalho
- participação nos lucros
- banco de horas 
- troca do dia do feriado
- intervalo intrajornada
- entre outros

Não poderá ser negociado:
- Direito a seguro desemprego
- Salário Mínimo
- 13º salário
- Férias anuais
- Licença maternidade/paternidade
- entre outros

Descrição da imagem #PraCegoVer: fundo quadriculado com as seguintes informações: 
Reforma Trabalhista - Negociação
Como era:
Convenções e acordos coletivos podem estabelecer condições de trabalho diferentes das 
previstas na legislação apenas se conferirem ao trabalhador um patamar superior ao que estiver previsto na lei.

Como ficou:
Convenções e acordos coletivos poderão prevalecer sobre a legislação. Assim, os sindicatos e as empresas podem negociar condições de trabalho diferentes das previstas em lei, mas não necessariamente num patamar melhor para os trabalhadores.

Como era:
A jornada é limitada a 8 horas diárias, 44 horas semanais e 220 horas mensais, podendo haver até 2 horas extras por dia.

Como ficou:
Jornada diária poderá ser de 12 horas com 36 horas de descanso, respeitando o limite de 44 horas semanais (ou 48 horas, com as horas extras) e 220 horas mensais


Reforma trabalhista – Home office

Como era
A legislação não contempla essa modalidade de trabalho

Como ficou
Tudo o que o trabalhador usar em casa será formalizado com o patrão via contrato, como equipamentos e gastos com energia e internet, e o controle do trabalho será feito por tarefa.

Reforma trabalhista – Terceirização
Como era: 
O projeto de lei que permite a terceirização para atividades-fim foi sancionado anteriormente.

Como ficou: 
Haverá uma quarentena de 18 meses que impede que a empresa demita o trabalhador efetivo para recontratá-lo como terceirizado. O texto prevê ainda que o terceirizado deverá ter as mesmas condições de trabalho dos efetivos, como atendimento em ambulatório, alimentação, segurança, transporte, capacitação e qualidade de equipamentos.

Reforma Trabalhista - Gravidez
Como era:
Mulheres grávidas ou lactantes estão proibidas de trabalhar em lugares com condições insalubres. Não há limite de tempo para avisar a empresa sobre a gravidez.

Como ficou:
É permitido o trabalho de mulheres grávidas em ambientes de baixa ou média insalubridade, exceto se apresentarem atestado médico que recomende o afastamento. Mulheres demitidas têm até 30 dias para informar a empresa sobre a gravidez.


13.7.17

SEMINÁRIO GRANDES LUTAS SOCIAIS COM LEONARDO BOFF-04 de agosto de 2017, 18h30-22h

Descrição do evento


O Instituto de Educação Popular “Antônio Vieira”, que fomenta as práticas de educação e a transformação social positiva, realizará o Seminário intitulado “As grandes lutas sociais”, a ser ministrada pelo internacionalmente renomado professor doutor Leonardo Boff, em Belém (PA).
O evento reunirá cerca de 400 pessoas e objetiva iniciar uma discussão histórico-social das principais lutas sociais pelo mundo ao longo da história. A partir dessa interação com o público, tecer relações diretas com o cenário contemporâneo 
Após a palestra, Leonardo Boff fará uma sessão de autógrafos especial para os participantes do Seminário.
O Seminário “As grandes lutas sociais” tem a realização do Instituto de Educação Popular Antônio Vieira, com apoio parlamentar do deputado estadual Carlos Bordalo, além do apoio do deputado federal Beto Faro, Fetagri-PA, com organização da Três Comunicação.

PROGRAMAÇÃO PRELIMINAR
18h30   Abertura
19h      Palestra com Prof. Dr. Leonardo Boff
20h      Debate sobre a palestra
21h      Sessão de autógrafos com Leonardo Boff
22h      Encerramento do Seminário

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Sentença de Moro gera indignação e solidariedade a Lula


Sem provas, juiz Sérgio Moro condenou Lula a nove anos de prisão; deputados e senadores do PT saíram em defesa do ex-presidente
Autoridades, personalidades e políticos demonstraram solidariedade ao ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva após a condenação proferida por Sérgio Moro em primeira instância. 
A parcialidade do juiz e a perseguição política que marcaram o processo contra o ex-presidente foram alvo de críticas. Muitos pontuaram que a perseguição a  Lula é na verdade uma perseguição é uma estratégia para impedir a candidatura do ex-presidente em 2018.
Durante a tarde desta quarta-feira, o ex-presidente Lula recebeu ligações dos ex-presidentes do Equador, Rafael Correa, e do Paraguai, Fernando Lugo. A presidente eleita Dilma Rousseff também fez uma declaração de apoio a Lula. "A condenação de Luiz Inácio Lula da Silva, sem provas, a 9 anos e seis meses de prisão, é um escárnio. Uma flagrante injustiça e um absurdo jurídico que envergonham o Brasil. Lula é inocente e essa condenação fere profundamente a democracia", afirmou Dilma. 
“Estamos do seu lado Lula, nossa solidariedade à você. Você tem no Partido dos Trabalhadores gente que nunca vai te deixar. Temos muito orgulho de você”, afirmou a presidenta nacional do PT e senadora Gleisi Hoffmann (PT-PR), em fala no plenário do Senado.
Lula também recebeu ligações dos principais líderes dos movimentos sociais e das centrais sindicais do país. Entre eles, o presidente da CUT, Vagner Freitas, o líder do MTST, Guilherme Boulos, o líder nacional do MST, João Pedro Stédile, além do presidente do Sindicato dos Metalúrgicos do ABC, Wagner Santana. Os governadores Camilo Santana, do Ceará, Flávio Dino, do Maranhão, Rui Costa, da Bahia, Wellington Dias, do Piauí, Tião Viana, do Acre, e Fernando Pimentel, de Minas Gerais, também manifestaram solidariedade ao ex-presidente. "Falo que não há provas consistentes para condenar o presidente Lula depois de ler a sentença inteira. Creio que será reformada nos Tribunais", declarou Flávio Dino. 
Em nota, o PSOL também criticou a condenação. "Consideramos que a ação penal é frágil em termos de materialidade e provas. Não concordamos com o uso político da Operação Lava-Jato, na esteira da consolidação do golpe institucional, com vistas às eleições de 2018".
“Em um estado democrático de direito, esse processo sequer teria sido concluído, porque inexistem provas que possam incriminar o ex-presidente Lula. Quem fez prova de inocência sem estar obrigada a fazê-lo foi a defesa”, afirmou o deputado e jurista Wadih Damous (PT-RJ). “Ele utiliza esse processo como arma de perseguição”, finalizou.
“Uma decisão política, baseada em supostas convicções e sem provas. Nossa indignação e repúdio à decisão do juiz de primeira instância Sérgio Moro”, afirmou no Facebook a deputada Luizianne Lins (PT-CE).
“Condenação do presidente Lula é política e visa impedir sua candidatura em 2018. É hora de ocuparmos às ruas em defesa de Lula”, disse o lider do PT na Câmara Carlos Zarattini (PT-SP).
O líder do PT no Senado Lindbergh Farias (PT-RJ) lembrou que eleição sem Lula é uma farsa e que o povo deve ir para a rua defender o ex-presidente. “Temos que fazer uma denúncia internacional de uma fraude como essa”, disse. “Eu quero trazer minha indignação. Se eles acham que vamos aceitar mansos, estão enganados. Estão apostando na radicalização política desse país”.
Confira a relação de organismos internacionais solidários ao ex-presidente
Movimiento Evita (Argentina)
Frente Guasu (Paraguai)
Lista 711 (Uruguai) 
Corriente Peronista Descamisados (Argentina)
Movimiento Alianza PAIS (Equador)
Conferencia Permanente de Partidos Políticos de América Latina y el Caribe (Copppal)
Espacio “Avanzar en Democracia”, da Frente Izquierda de Liberación (Uruguai)
Partido Comunista Português
Die Linke (Alemanha)
CTA Autónoma (Argentina)
FMLN (Salvador)
Partido Comunista do Uruguai
Frente Sandinista de Liberación Nacional (Nicarágua)

TABELA REFERENCIAL DE HONORÁRIOS DO SERVIÇO SOCIAL :ela determina o valor da hora técnica, fixando o valor mínimo a ser cobrado.



Tabela de honorários

TABELA REFERENCIAL DE HONORÁRIOS DO SERVIÇO SOCIAL


A Tabela Referencial de Honorários de Serviço Social – TRHSS foi instituída em 2001. Entre outras atribuições, ela determina o valor da hora técnica, fixando o valor mínimo a ser cobrado, que servirá de parâmetro para prestação dos serviços profissionais do/a Assistente Social que trabalhe sem qualquer vínculo empregatício, vínculo estatutário ou de natureza assemelhada. O valor dessa hora técnica é corrigido anualmente com base no ICV/DIEESE.

Considerando o § 2° do artigo 1° da Resolução CFESS N° 418/2001, que instituiu a Tabela Referencial de Honorários de Serviço Social – TRHSS, alterada pela Resolução CFESS Nº 467, de 17 de março de 2005, especificamos, abaixo, os valores da hora técnica corrigida pelo ICV/DIEESE:

Graduados/as: R$ 125,75 
Especialistas: R$ 141,23
Mestres: R$ 177,98
Doutores/as: R$ 201,21

Os valores acima serão referência até agosto de 2017.

A tabela é corrigida anualmente pelo ICV-Dieese em setembro de cada ano.

O ICV-Dieese (agosto/2015 a julho/2016) foi de 8,2455%. 


Fonte: CFESS

CFESS lança manifesto em defesa do ECA, que comemora 27 anos


Na data de 13 de julho se celebra o aniversário do Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA). Promulgado em 1990, o ECA chega aos 27 anos em uma conjuntura em que resistir é essencial para sua sobrevivência. Afinal, neste contexto de insistente retirada de direitos, não escapam as políticas para crianças e adolescentes, que têm sido atacadas por lógicas moralistas, punitivas e meritocráticas.

Por isso, no dia de hoje, o CFESS lança um manifesto comemorativo ao ECA. Mas do que destacar sua importância, é preciso defende-lo e reivindicar sua implementação na totalidade, para garantia dos direitos de crianças e adolescentes. Afinal, o Estatuto é parte do arcabouço político, legislativo e instrumental da categoria de assistentes sociais, que tem inserção em diversos campos de trabalho, inclusive na área da Infância e Juventude.

“Mais do que lutar pela infância e juventude, é preciso lutar com a infância e a juventude, rearticular forças, mobilizar, discutir o contexto no qual se encontra o país e os rebatimentos da retração de direitos na vida concreta da população. Os direitos não são lineares, nem fixos; são moldáveis às conjunturas e à capacidade de organização da sociedade”, afirma trecho do CFESS Manifesta.

O documento afirma ainda que, com os ataques às políticas sociais, crianças e adolescentes têm sido atingidos de diversas formas, como: fechamento de escolas, cortes de turmas; fechamento ou ausência de Centro de Atendimento Psicossocial (CAPS), ambulatórios, unidades de saúde, equipes diminuídas, acolhimentos sem as equipes mínimas; número reduzido de Centros de Referência de Assistência Social (Cras) e Centro de Referência Especializado em Assistência Social (Creas) ou com equipes terceirizadas; entre outros.   


CFESS lança manifesto sobre a contrarreforma trabalhista


A data de 11 de julho de 2017 entrará para a história do Brasil como o dia em que as classes dominantes impuseram uma das maiores derrotas já sofrida pela classe trabalhadora no país: o Congresso Nacional aprovou a contrarreforma trabalhista, regredindo de forma violenta no ordenamento jurídico nacional em torno da relação capital x trabalho.

Assim, o CFESS, impulsionado pelo mote “Na Luta de Classes não há Empate”, da campanha do Dia do/a Assistente Social deste ano, lança mais um manifesto especial, para dizer que muitas batalhas ainda estão por vir, como a luta para barrar a contrarreforma da previdência, e que, apesar da derrota da última terça, somente a luta coletiva será capaz de enfrentar os ataques, cada vez mais cruéis, aos direitos da categoria de assistentes sociais e de toda classe trabalhadora.

O CFESS manifesta faz também um alerta sobre a contrarreforma trabalhista, a ser sancionada em breve pelo presidente ilegítimo Michel Temer, afirmando que a tendência agora é “minimizar os custos das empresas com o trabalho, pois reduz o já reduzido espectro de regulação sobre o essencial da produção capitalista: o tempo de trabalho. A contrarreforma prevê possibilidades de “livres” acordos, para ampliar a jornada diária no limite das 44 horas semanais, para “livre” negociação individual de banco de horas, de “livre” redução do tempo de descanso, entre outras “liberdades” que só ampliam a lucratividade dos/as empregadores/as, atendendo, no Brasil, aos interesses de várias frações da burguesia nacional e internacional”.


8.7.17

Efeitos da hipersexualização: meninas transformadas em ‘Lolitas’



Em 2007, a Associação Norte-americana de Psicologia (APA na sigla em inglês) publicou um documento em que denunciava a tendência sexualizadora das crianças nas sociedades modernas. O documento apontava que o fenômeno abrange desde roupa, brinquedos e videogames até séries de TV, inoculando de forma sutil o erotismo prematuro no universo das meninas. O estudo mostrou que meninas a partir de quatro anos são bombardeadas com modelos de sucesso que triunfam graças a seus atributos físicos, às medidas que o mercado impõe, mas não por suas qualidades pessoais e profissionais. Dez anos mais tarde essa tendência, longe de ser corrigida, cresceu.
As razões fundamentais são, como quase sempre, de consumo: a moda, principal artífice da utilização de meninas em anúncios publicitários como Lolitas cada vez mais jovens, impulsiona esta imagem como um potente gancho comercial para vender seus produtos. Tudo está à venda numa sociedade ultramaterialista, tudo pode ser usado para gerar dinheiro, até mesmo a infância.
Por outro lado, vivemos em uma sociedade com profundas contradições e com grandes doses de moral ambígua. O sexo vende sempre, e a atitude da sociedade sobre a sexualidade feminina é no mínimo confusa e ancorada em padrões machistas. Por um lado se critica uma mulher que se veste de forma provocante, mas, por outro, se aceitam tanto uma menina vestida de mulher, maquiada, de saltos e minissaia, como uma mulher vestida de menina, beirando os limites da pedofilia. É o sintoma de uma cultura que flerta desde a infância com o mercado do sexual e que continua ancorada em padrões que enquadram o gênero feminino no acessório’.
Efeitos da hipersexualização: meninas transformadas em ‘Lolitas’
 
O verdadeiro veneno de tudo isso é que a maioria das meninas vai crescer sem o espírito crítico necessário para sair desse roteiro e passará grande parte de sua vida tentando se encaixar em medidas físicas, num roteiro unilateral que não foi decidido nem negociado por elas porque vem do mercado e do gênero masculino. Depois passarão outra parte de sua vida tentando preservar o que puderem dessas medidas e submetendo-se a cirurgiões plásticos, a dietas e à ansiedade de uma corrida contra o tempo que invariavelmente perderemos.
Os efeitos no desenvolvimento normal de uma menina são os que derivam de quebrar o equilíbrio e pular etapas. Por exemplo, temos dados de que, na França, 37% das meninas afirmam estar fazendo dieta, as conversas sobre moda e peso ideal aparecem cedo, as meninas são constantemente estimuladas pela televisão e pelas revistas juvenis, e vão assumindo com uma naturalidade perversa sua condição de objetos sexuais, vão adquirindo a crença de que a sociedade vai valorizá-las em função de sua aparência mais ou menos atraente para os homens. Um exemplo muito claro é que um presente cada vez mais frequente dos pais antes dos 18 anos é um aumento de seios. Outro sintoma alarmante e derivado desse desajuste é o arrepiante aumento nas percentagens de meninas afetadas por transtornos alimentares, principalmente anorexia e bulimia, que já estão sendo detectados entre os 5 e os 9 anos.
Além disso, ou sobretudo, essa hipersexualização do universo infantil acarreta uma aproximação muito violenta e distorcida do mundo da sexualidade adulta, perdendo-se experiências imprescindíveis que vão introduzindo de forma saudável e gradativa uma parte essencial do que depois será sua vida conjugal e sua forma de entender as relações sociais, não só sexuais. O erotismo, a sensualidade, a sexualidade são capacidades que se desenvolverão paulatinamente, assumindo uma forma específica em cada etapa do desenvolvimento e aproximando-se dos padrões adultos na adolescência. Há sexualidade nas crianças, é óbvio, porque é condição humana, mas muito diferente da que a mídia mostra a elas e a nós. Expressa-se na consciência de identidade de gênero, em saber que é homem ou mulher, nos jogos de papéis (quando brincam de casinha), na curiosidade saudável de conhecer as diferenças no corpo do outro, mas não há erotização alguma nisso. Trata-se de um processo que, se não for adulterado por interesses comerciais e tóxicos, levará a uma sexualidade adulta livre.
Nós, os pais, temos a responsabilidade neutralizar, o quanto possível, toda essa influência externa, para isso precisamos estar muito atentos e muito presentes, acompanhar com interesse o que leem e assistem, filtrar e canalizar o que chega a eles de todos os lados, dosar as mídias. Não permitir que frequentem lugares nem façam atividades que não sejam condizentes com sua idade, unicamente pelo fato de que as outras crianças fazem. Ser parte da solução, não do problema. Educar em valores que priorizem o esforço, o ganho, o espírito cooperativo e a igualdade. E, sobretudo, oferecer um referencial sólido através do exemplo.
Assim, quando chegarem os anos difíceis, a adolescência, precoce ou não, terão raízes. Terão critério. Não serão invulneráveis, obviamente estarão sujeitas às pressões sociais, mas teremos deixado uma base sólida em sua personalidade que lhes ajudará a saber diferenciar e sair ilesas dessa etapa tão difícil como imprescindível.
É um fenômeno tão crônico, tão incorporado que às vezes os adultos nem se dão conta: sutiãs com ou sem recheio para meninas de oito anos, saltos, tops e minissaias, heroínas de séries com corpos esculturais, bufês infantis que propõem concursos de beleza e desfile na passarela em festinhas de aniversário… Fala-se, inclusive, de uma chegada precoce à adolescência, uma etapa desconhecida há poucas gerações chamada de pré-adolescência que vai encolhendo tristemente a infância, reduzindo-a a anos cada vez mais escassos.
Fonte: El País